20º Festival de Teatro de Curitiba

Blog de contraregra :CONTRA REGRA, 20º Festival de Teatro de Curitiba

Começou nesta terça-feira (29/03) a 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, que reúne companhias teatrais de todo o país em mais de 400 espetáculos distribuídos em sua programação.
Além da programação principal, o festival também promove a mostra Fringe, que tem participação aberta e sem curadoria. Este ano, 382 espetáculos de grupos teatrais de estilos e origens variadas serão apresentados até o final do evento (10/04).
Admito que não sou fanática por teatro, mas com tanto espetáculo assim, é impossível resistir. Já tenho alguns ingressos garantidos e esse post será construído apenas com pequenos comentários sobre as peças que vi.

O LIVRO
Bloco: Drama
Direção: Christiane Jatahy
Autor: Newton Moreno
Atuação: Eduardo Moscovis

"O texto é sobre a luz e a escuridão; sobre ler e cegar. Um homem recebe a notícia que não irá mais enxergar. E cegar é o processo que o público presencia. O homem e o ator caminham juntos nesse percurso transformador da luz para a escuridão e da escuridão para a luz."
O texto é bonito e triste. Du Moscovis está em plena forma e demonstra grande carisma. O valor é a palavra, escrita, lida, dita, apagada, transformada...esquecida. O galpão da FIEP com uma gigantesca janela de vidro que emoldura uma bela e iluminada árvore dão um toque especial ao espetáculo, que contou ainda com o som da chuva no telhado, tornando as pausas do texto mais poéticas.

 

quinta 31 março 2011 16:17 , em Artes


Bravura Indômita

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Título original: True Grit

Direção: Joel Coen, Ethan Coen

Gênero: Faroeste

Ano de lançamento: 2011

Duração: 110 minutos

País de origem: EUA

Elenco: Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon, Josh Brolin.

SINOPSE

O pai de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), de apenas 14 anos, foi assassinado a sangue frio por Tom Shaney (Josh Brolin). Em busca de vingança, ela resolve contratar um xerife beberrão, Reuben J. Cogburn (Jeff Bridges), para ir atrás dele. Inicialmente ele recusa a oferta, mas como precisa de dinheiro acaba aceitando. Mattie exige ir junto com Reuben, o que não lhe agrada. Para capturar Shaney eles precisam entrar em território indígena e encontrá-lo antes de La Boeuf (Matt Damon), um policial do Texas que está à sua procura devido ao assassinato de outro homem.

É A VELHA LEI DO OESTE

"Bravura Indômita" é a refilmagem do clássico homônimo protagonizado por John Wayne, em 1969. Na primeira versão, John Wayne ganhou o Oscar de melhor ator. Neste ano, Bravura Indômita tem dez indicações (melhor filme, diretor, ator, atriz coadjuvante, roteiro adaptado, direção de arte, fotografia, figurino, edição de som e mixagem de som), mas a maior injustiça foi não ter sido indicado à melhor "sessão da tarde", pois venceria disparado!

Jeff Bridges beberrão já levou o Oscar no ano passado com "Coração Louco", Os irmãos Coen arrebataram a estatueta com "Onde os Fracos não têm Vez", mas ainda há algo bom neste filme: a jovem Hailee Steinfeld, que segura o filme do começo ao fim, e que está na disputa de melhor atriz coadjuvante com veteranas como Helena Bonham Carter (O discurso do rei).

Estamos numa safra tão boa de filmes, que dá para deixar este como segunda opção, ou terceira....

Elaine

domingo 27 fevereiro 2011 18:24 , em Filmes


Biutiful

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Título original: Biutiful

Gênero: Drama

Direção: Alejandro González Iñárritu

Duração: 147 minutos

Ano de lançamento: 2010

País de origem: México/ Espanha

Elenco:Javier Bardem, Maricel Álvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella, Blanca Portillo, Rubén Ochandiano.

SINOPSE
Javier Bardem é Uxbal, um herói trágico, pai de dois filhos, e à beira da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que trabalha contra ele, o impedindo de perdoar e amar. Está frente a frente com um mundo desestruturado e numa espiral decadente de degradação, mas tenta a todo custo manter a dignidade. Paralelamente, a história mostra a complexa situação dos imigrantes na Espanha.

DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM
A primeira vista parece pessimismo, mas quando aprofundamos o olhar nos deparamos com a câmera de Iñárritu, que dessa vez deixa seu parceiro Guillermo Arriaga e com ele as tramas paralelas de lado (21 Gramas, Babel e Amores Brutos) para carregar a tela de mal estar real.
Tudo é difícil na vida de Uxbal (Javier Bardem). Um câncer em estágio avançado, dois filhos com a mãe bipolar, agenciamento de subemprego ou semi-escravidão dos imigrantes na Europa, e a impossível tarefa de "quitar" as dívidas de uma vida inteira em apenas poucas semanas. Não há descanso, o filme é denso do início ao fim. Bardem transcende a atuação e transforma Uxbal no ponto forte desta trama. Também há méritos na direção do mexicano mais bem cotado em Hollywood.
O filme concorre ao Oscar 2011 nas categorias Melhor Ator (Javier Bardem) e Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Tudo depende do ponto de vista: se você vai ao cinema em busca de entretenimento e pura diversão, definitivamente Biutifiul não é a melhor indicação. Mas, se você não se importa em enxergar as doenças do mundo em que vivemos, prepare-se para enfrentar a metástase social.

Elaine

 

domingo 20 fevereiro 2011 09:31 , em Filmes


Cisne Negro

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Título original: Black Swan

Direção: Darren Aronofsky

Gênero: Suspense

Ano de Lançamento: 2010

País de origem: Estados Unidos

Duração: 103 minutos

Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel.

SINOPSE
Nina é bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica, bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha. O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, com uma inconsequência que ameaça destruí-la.


PERFEIÇÃO VISCERAL!
O diretor de "Réquiem para Um Sonho" e "O Lutador" emplaca mais um grande sucesso. A viagem dessa vez é o passeio pela mente da bailarina que busca perfeição na interpretação das opostas Odette e Odile, do balé russo "o Lago dos Cisnes" composto por Tchaikovsky no século 19. Certamente os russos estão torcendo para que o Cisne Negro leve a estatueta dourada esse ano.
Com 6 indicações ao Oscar 2011 (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz - Natalie Portman, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Edição) o filme mostra a rigorosa disciplina do balé, com toda responsabilidade, tensão e stress que permeiam grandes companhias de dança. Natalie Portman está divina em sua interpretação. Certamente aqueles que entendem de balé irão apontar defeitos na dança de Portman, mas ao grande público fica a bela interpretação da jovem bailarina que mergulha em queda livre transcendendo a perfeição.
Rebuscadas sequências de dança, música formidável, fotografia sensual e até cenas ousadas de sexo, são outros pontos fortes da produção.
Minha aposta é no mínimo, melhor atriz para Natalie Portman.
Independente do resultado do Oscar, o filme é um espetáculo imperdível!
Elaine

 

terça 15 fevereiro 2011 18:41 , em Filmes


A Montanha e o Rio

Blog de contraregra :CONTRA REGRA, A Montanha e o Rio

A expressão "O mundo dá voltas" se encaixa perfeitamente na narrativa, que apesar de todas as reviravoltas possíveis e imagináveis tem a previsibilidade explicitada na sinopse e nos primeiros capítulos.

A saga de dois irmãos (um bastardo) que trilham caminhos completamente diferentes, mas que têm seus destinos ligados por objetivos conflitantes e obviamente pelo amor da mesma mulher é o tema central da trama. Tanto amor, ódio, poder, dinheiro, traição, corrupção e violência fazem parecer que estamos falando de uma novela qualquer, mas esse enredo "novelesco" foi salvo pelo pano de fundo: A Revolução Cultural Chinesa.

A história tem início em 1960 e se desenvolve durante o final da era Mao Tsé-tung e início da era Deng Xiaoping. Fazendo uso dos opostos, Da Chen traça uma paralelo entre os dois irmãos e as duas faces da China. Uma, em processo de desmaoização iniciada, onde os adeptos de Mao entram em decadência e são expurgados. Outra, entrando em processo de modernização, mas ainda com características repressivas.   

A narrativa é simples e em primeira pessoa, alternando as vozes de Shento, Tan e Sumi. Alguns capítulos não fariam falta se fossem cortados. O livro não é um Best Seller, mas se desviarmos o olhar da rivalidade entre os dois irmãos e focarmos na intensidade da violência totalitária do comunismo maoísta, a leitura fica bem mais interessante.

Elaine

terça 08 fevereiro 2011 17:47 , em Livros


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